Eloy Casagrande confirma que o Slipknot já grava músicas para um novo álbum
Baterista brasileiro diz que a banda grava muitas faixas sem calendário comercial; será o primeiro álbum completo com ele na formação.
O Slipknot já entrou em estúdio para trabalhar em seu próximo álbum, segundo o baterista brasileiro Eloy Casagrande. Ele afirmou que a banda está gravando muitas músicas e que o processo acontece de forma natural, sem uma data comercial determinando cada etapa. O projeto será o primeiro disco completo do grupo com Casagrande na formação.
O músico explicou que a criação deixou de ser apenas uma troca de ideias e passou a produzir material concreto. Ainda não há título, lista de faixas ou previsão de lançamento. A ausência de um calendário público permite que os integrantes testem arranjos e estruturas antes de decidir quais composições formarão o álbum.
Casagrande entrou no Slipknot em 2024, depois de construir uma carreira marcada pelo metal brasileiro e por anos no Sepultura. Ao falar das novas gravações, ele disse levar influências rítmicas do Brasil para o trabalho. Isso não significa transformar o som da banda em outro gênero, mas acrescentar vocabulário de percussão e dinâmica à identidade já estabelecida do grupo.
O guitarrista Jim Root já havia indicado a existência de cerca de 50 arranjos e ideias em desenvolvimento. O produtor Matt Wallace participa das sessões. Esse volume não representa 50 faixas prontas; mostra um arquivo amplo de trechos, riffs e estruturas que pode ser reduzido à medida que o disco encontra sua direção.
O lançamento sucederá The End, So Far, de 2022, último álbum de estúdio do Slipknot. Desde então, a banda atravessou mudanças de formação e apresentou o single Arsenal em setembro. Casagrande esclareceu que essa música não fará parte do novo trabalho, o que separa o registro recente do conjunto de composições agora em desenvolvimento.
A entrada de um novo baterista costuma alterar a maneira como riffs e vocais se apoiam. No Slipknot, a bateria divide espaço com percussão adicional e uma camada densa de guitarras, por isso pequenos deslocamentos de acento podem mudar a sensação de uma faixa. A experiência de Casagrande com velocidade, peso e ritmos brasileiros amplia as possibilidades sem exigir uma ruptura.
Por enquanto, a informação segura é simples: o álbum está em processo de gravação e já há música sendo produzida de verdade. O restante permanece aberto. Sem promessa de data e sem repertório fechado, a banda evita transformar a criação em contagem regressiva. Para os fãs, a confirmação encerra a dúvida sobre a existência do projeto, mas mantém intacta a curiosidade sobre como essa nova formação soará em um disco completo.