Witchfinder General – Death Penalty
( Heavy Metal Records – 1982 )

 

  • Zeeb Parkes – vocal.
  • Phil Cope – guitarra.
  • Wolfy Trope – baixo.
  • Graham Ditchfield – bateria.

 

Podemos dizer que, de certa forma, o Witchfinder General é a herança sabbatica renascida após a explosão do punk rock que dominava com sua simplicidade.

De fato o cenário rock metal estava estagnado e nomes como o próprio Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin e Judas Priest não falavam mais a língua da juventude inglesa. Nas músicas, o tom de protesto predominava contra Margaret Thatcher e assim o punk rock ganhava notoriedade como movimento solidificado.

New Wave of British Heavy Metal. Esse foi com certeza o movimento mais importante para música que tanto gostamos. Potencializando o peso e a velocidade, bandas como Iron Maiden e Saxon fundamentaram a base do chamado metal tradicional. Já o Venom uniu o punk com metal e muito satanismo, criando a base do chamado metal extremo, e até mesmo a primeira fase do black metal.

Assim como os seus conterrâneos do Black Sabbath, que tiveram sua inspiração no cinema de terror através do clássico “I Tre volti della paura 1963”, dirigido pelo mestre italiano Mario Bava, filme que ganhou o título internacional de Black Sabbath, o Witchfinder General resolveu seguir a mesma receita inspirando-se no filme de mesmo nome lançado em 1968 dirigido por Michael Reeves.

É evidente que o Witchfinder General nasceu de uma avalanche musical e cultural. O vocal Zeeb Parkes contém certas peculiaridades do punk. É simples, debochado e sem pretensão alguma de ser afinado. Já o instrumental é puro Black Sabbath mesclado com o princípio do heavy/doom em sua forma bruta. São raros os momentos em que ouvimos grandes variações nas composições da banda.

No ano de 1982 o Witchfinder General lançou seu debut álbum intitulado Death Penalty. Extremamente condizente com o nome da banda. Esse clássico abre com a faixa “Invisible Hate” cheia de riffs e momentos memoráveis do mais puro doom metal.

Witchfinder General - Death Penalty

Em “Free Country” as drogas falam alto e criam a base de toda a canção. Apesar de seguir a cartilha do doom metal, fica perceptível a energia do punk em sua sonoridade. Seguimos para faixa título “Death Penalty”. Que música incrível. Sua construção é completamente influenciada por Black Sabbath enquanto a letra questiona de forma quase poética o cristianismo e a triste história da inquisição.

Já em “No Stayer”, sem exagero, nós praticamente ouvimos Tony Iommi tocar sua guitarra. As semelhanças são gigantescas. Phil Cope também tocou baixo em todas as faixas e foi creditado com o nome de Wolfy Trope, sem dúvida Phil fez um ótimo trabalho.

A música “Witchfinder General” merece lugar de destaque. Seu refrão é cantado por Zeeb Parkes com grande empolgação e suas variações sonoras só abrilhantam ainda mais a faixa. Vale destacar a bateria de Graham Ditchfield, que por toda audição parece perseguir a guitarra de Phil Cope.

“Burning a Sinner” traz uma letra explícita que também retrata a crueldade imposta pela inquisição promovida pela igreja católica na idade média. Já sua sonoridade enche nossos ouvidos com o puro doom metal.

Enfim chegamos na última faixa desse clássico “R.I.P.” e para ela nada melhor que um tom fúnebre característico do doom e momentos de puro Black Sabbath.

Como um todo, o disco do Witchfinder General impressiona muito e seu nome sempre fará parte da New Wave of British Heavy Metal.

Sobre o Autor

Nascido em São Paulo -SP, cursou Psicologia e jamais exerceu a profissão. É casado, tem dois filhos, e atualmente dedica-se nas horas vagas a escrever sobre heavy metal e suas variadas vertentes. A paixão pelo estilo teve início em 1998 após escutar a faixa titulo do primeiro disco do Black Sabbath, depois disso tudo mudou, tornando-se apreciador, pesquisador e colecionador. Suas outras paixões são action figures e cinema de terror, de preferência dos 80. Considera-se um nerd metaleiro de carteirinha.

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