Nervochaos – Nyctophilia
(Cogumelo Records – 2017)

Uma banda batalhadora, incessante, com objetivos bem definidos. Esse é o Nervochaos, prosseguindo sua trajetória de mais de 20 anos e lançando o que eu considero o melhor álbum de sua história. Gravado no estúdio Alpha & Omega em Como, Itália, Nyctophilia tem produção, mixagem e masterização assinadas por Alex Azzali e apresenta também um ótimo trabalho gráfico desenvolvido por Alcides Burn.

“Moloch Rise” abre o álbum com brutalidade explícita, refrão de pronta assimilação, mostrando que a produção do disco está impecável. É possível ouvir os instrumentos sem se esforçar muito para isso, e para uma banda extrema isso é um grande feito. Na sequencia, “Ritualistic”, outro petardo animal que mostra o Nervochaos realçando sua versatilidade em compassos alternados. Lauro ‘Nightrealm’ possui grande alcance vocal, variando o drive com muita consistência. O trabalho dele e da guitarrista Cherry nas cordas soa muito coeso e dinâmico.

Peso, peso e mais peso… é “Waters of Chaos” soando forte nos falantes, com um refrão matador! “The Midnight Hunter” traz a banda rápida em termos de andamento, assim como em “Rites of the 13 Cemeteries”, que apresenta a participação de Leandro do Regurgimentação Necrovaginal Sangrenta nos vocais, porrada do início ao fim.

“Vampiric Cannibal Goddess” traz tudo que um fã de death metal gosta: velocidade, peso e vocais extremos, essa faixa é uma parceria da banda com ‘Bolverk’, guitarrista do Ragnarok e tem forte apelo. “Stained With Blood” é mais cadenciada no seu começo, mas descamba para a pancadaria e tem mais uma participação especial nos vocais, desta vez de Sebastian Langerer da banda Into Darkness.

“Lord Death” é um arregaço e “Dead End” traz riffs muito interessantes, aliás, uma tônica do álbum, conter bases que unem agressividade e técnica. Além disso, o trabalho de cozinha foi muito bem realizado por Thiago Anduscias e Edu Lane, respectivamente baixista e baterista da banda. Quase uma consagração profana, “World Aborted” é death metal na veia e sem concessões, maravilhosa! Para encerrar “Live Like Suicide”, cuja letra contém citações do escritor americano H.P. Lovecraft, uma inspiração certeira.

É muito gratificante presenciar a trajetória de uma banda como o Nervochaos, a qual tive o privilégio de ver nascer após a separação dos seus membros da época com o Siegrid Ingrid. A julgar pelo fato de estarem tocando em diversos lugares do globo já por um tempo fica fácil constatar que a banda encontra-se em uma fase ascendente e faminta por mais conquistas. Hail \m/

 

Sobre o Autor

Iniciado com Queen em 81, batizado com Kiss em 83 e graduado em 89 com o Metallica. Começou a tocar guitarra em 85 e três anos depois estava inserido no mundo dos músicos e shows. A paixão pela música levou-o ao Metal e nele pôde desenvolver trabalhos por diversas bandas entre elas o Genocídio, The Cellts, Mastiff entre outras. A partir de 2012 começou a escrever resenhas de shows para veículos especializados em metal, e em 2017 surge o Metal Heavy, para ampliar sua atuação no estilo musical que o acompanhou na maior parte de sua vida.

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