Os poloneses do Belzebong estão chegando no Brasil para uma série de shows que vai chapar, literalmente, os fãs do bom e entorpecente stoner/doom.

Espacial, viajante e pesado, muito pesado. Isso é o que podemos esperar das apresentações de uma das bandas mais pedidas e aguardadas do estilo.

Se você ainda não conhece muito bem o som do Belzebong essa é a hora. A gente foi conversar com eles para saber mais sobre os shows em terras brasileiras, o processo de composição da banda e muito mais.

1- Pra começar, conta um pouco a história do Belzebog pra gente. Se você pudesse apresentar a banda em algumas palavras, quais seriam?
Sheepy: A banda mais chapada do inferno.

2- Como está a expectativa de vocês para esses shows que vão acontecer no Brasil?
Sheepy: Temos altas expectativas, fantasias selvagens, literalmente uma tonelada de maconha para iniciantes.

Banda Belzebong

3- Vocês caminham por um universo também habitado por bandas como Bongripper e Sleep, o que faz muito sentido quando dizem que vocês são uma banda de stoner. Mas você não acha que o termo stoner perdeu um pouco o sentido quando passou a ser atrelado a bandas mais suaves e pop, por exemplo?
Sheepy: Total. Contanto que tenha cheiro de fumo pra mim está bom. Há muitos tipos de maconha no mundo, cara. Algumas te deixarão mais doido que outras. Algumas te deixarão pesado feito um mamute de merda. Outras te farão ficar leve tipo um beija-flor alucinado. Com o stoner é a mesma coisa. Você apenas escolhe a erva que curte e você a fuma da maneira que achar melhor. Quer seja stoner doom ou stoner rock, você não irá errar se escolher aquele que te deixa bem. Eu gosto da diversidade desta cena. Está tudo conectado com a fumaça, cara.

4- De quem foi a ideia de dar esse nome para a banda e como isso aconteceu?
Sheepy: Eu criei esse nome em uma das sessões de ‘bong’ há dez anos atrás. O bagulho bateu tão forte que decidimos formar a banda. Acho que se trata de um presente de uma fada verde ou algo do tipo.

5- Como é o processo de composição de vocês?
Sheepy: É um looongo e nebuloso processo. Nós fumamos muito e tocamos um riff por algumas vezes em nosso quarto de ensaio até que ele cresça até o tamanho de uma grande árvore e aí nós adicionamos outras ideias para tentarmos juntar tudo. É no nosso ritmo. Pra ser honesto, às vezes leva um ano inteiro para escrevermos uma música do Belzebong.

6- A música de vocês tem características que me fazem querer ouvir em LP. O que você acha dos vinis? Gosta?
Alky: Você não pode enrolar um baseado com um mp3. E tenho dito!

7- Você se lembra qual foi o primeiro vinil que você comprou na vida? E o último, qual foi
Alky: Possessed, do Venom e ‎Anticapital, do Assück respectivamente.

8- A Polônia tem uma boa tradição em banda de metal extremo, mas no doom/stoner são poucos os nomes que chegam pra gente. Talvez só o Weedspecker. O que tem rolado de bom por lá? Quais bandas polonesas de doom metal que você poderia indicar pra gente
Sheepy: Oh, que legal que você os conhece. Eles são nossos bons amigos. Outras bandas polonesas que eu recomendo são Dopelord e Major Kong.

9- É isso! Nós do Metal Heavy agradecemos pela entrevista e apenas uma última pergunta. Se você pudesse montar uma banda dos sonhos, sem repetir qualquer membro, como seria?
Alky: Seria como se Bubbles encontrasse J.Roc. Canções de entorpecimento e aberração.

 

Entrevista banda Belzebong

Sobre o Autor

Jornalista, guitarrista do Huey e apaixonado por música desde sempre.

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