Black Sabbath – Paranoid
(Vertigo – 1970)

 

  • Ozzy Osbourne – vocal.
  • Tommy Iommi – guitarra.
  • Geezer Butler –  baixo.
  • Bill Ward – bateria.

 

Na década de 70, temas ocultos como bruxaria e satanismo estavam em alta nos filmes de terror e foi daí que o Black Sabbath tirou sua inspiração introduzindo todos esses temas na sua música. As flores do movimento hippie murcharam diante de doses cavalares de riffs soturnos. Tommy Iommi de fato criou a base para o heavy metal com seu jeito único de tocar.

Destrinchar esse grande clássico é algo mágico para mim. O Black Sabbath é minha formação musical e Tommy Iommi encanta e continuará encantando meus ouvidos.

Vamos ao disco. Paranoid abre com “War Pigs” e fica difícil encontrar palavras suficientes para descrever essa faixa. São quase oito minutos que transbordam emoção. Sua letra metafórica ilustra o poder das massas de guerra, algo totalmente atual. Um verdadeiro espetáculo lírico e instrumental.

Seguimos com a faixa título “Paranoid”, uma música direta que disserta sobre depressão meio a riffs certeiros criados pelo poderoso chefão Tommy Iommi. Ela foi lançada primeiramente em vinil 7” rendendo o quarto lugar nas paradas inglesas. Já o álbum, conquistou o primeiro lugar mais que merecido, seja pelas letras ou pelo instrumental soturno e inédito para época.

Em “Planet Caravan” é sempre bom fechar os olhos e viajar pelo universo com essa balada psicodélica. Depois dela, quebrando o clima de psicodelismo, “Iron Man” tem início com as badaladas simples de Bill Ward seguidas pelos riffs de Tommy Iommi. Ozzy canta com maestria, parece conversar com a guitarra e Geezer Butler com seu baixo sempre pontual perpetua com magnitude essa faixa.

“Electric Funeral” é uma faixa sombria e fúnebre com a cozinha formado por Bill Ward eGeezer Butler quebrando tudo. Sua letra disserta sobre um ataque atômico. Vale dizer que essa música tem um dos riffs mais poderosos de Tony Iommi.

“Hand Of Doom” é outra grande faixa. Sua construção é emblemática, cheia de ótimas passagens pontuadas majestosamente por cada integrante. Sua letra é totalmente pessimista e retrata a dor da guerra vista pela ótica de um soldado. “Rat Salad” é uma música instrumental com forte apelo do rock progressivo e traz um dos solos de bateria mais legais que já escutei. Uma verdadeira aula ministrada pelo grande Bill Ward.

Até aqui o disco é praticamente uma coletânea. Aí vem “Fairies Wear Boots” que, assim como “War Pigs”, não tenho palavras para descrever minhas emoções. Essa música retrata com clareza toda áurea criativa que permeava esses quatro sujeitos. O Black Sabbath tem o poder de emocionar com sua expressão musical única que jamais ficara desatualizada.

Sobre o Autor

Nascido em São Paulo -SP, cursou Psicologia e jamais exerceu a profissão. É casado, tem dois filhos, e atualmente dedica-se nas horas vagas a escrever sobre heavy metal e suas variadas vertentes. A paixão pelo estilo teve início em 1998 após escutar a faixa titulo do primeiro disco do Black Sabbath, depois disso tudo mudou, tornando-se apreciador, pesquisador e colecionador. Suas outras paixões são action figures e cinema de terror, de preferência dos 80. Considera-se um nerd metaleiro de carteirinha.

Posts Relacionados