Attalla – Glacial Rule

Sludge até o osso, uns toques de stoner e aquele algo a mais que faz com que a gente tenha vontade de ouvir algumas outras vezes e escrever sobre. Esse é o novo disco do Attalla, Glacial Rule.

O fuzz já come solto desde a primeira música, “Butte Des Morts”, enquanto uma massa de riffs carregados sustenta o vocal forte de Cody Stieg que dá um tempero um pouco mais cristalino à música. “Ice Harvest” mantém o peso lá em cima e as afinações lá em baixo nos riffs cremosos da parceria entre Cody e Brian Hinckley que cuida da outra guitarra. Em seus pouco mais de oito minutos, a segunda música do disco,“Ice Harvest”, é a mais stoner de todas do disco. Rifferama simples, mas peso pesado.

“Valderan” acentua o lado doom metal do Attalla e segue a risca todos os ensinamentos dessa linha mais vagarosa do metal inventada pelos mestres do Black Sabbath. Já “Black Wolfes Rituals” se esforça para ter a mesma vibe das anteriores, mas a tentativa é em vão. Previsível, essa é a faixa mais sem graça do disco.

Em “Devil’s Lake” o Attalla volta a respirar a fumaça criativa do bom e velho sludge. Mesmo com um início mais “agitado”, “Devil’s Lake” é arrastada até o osso. “Glacial Rule” é a encarregada de encerrar o disco da mesma forma como começou: lotado de fuzz e aquela lerdeza que faz tão bem pra esse tipo de som.

Glacial Rule não é um disco para iniciantes no stoner ou no doom metal. Glacial Rule pode cansar, mas para quem já é iniciado, o disco é um prato cheio de peso, fuzz e das manias criativas que a gente tanto gosta.

 

Sobre o Autor

Jornalista, guitarrista do Huey e apaixonado por música desde sempre.

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