Accept – The Rise of Chaos
(Nuclear Blast – 2017)

O Accept, após seu retorno em 2009, produziu obras irretocáveis como “Blood of the Nations” (2010), discos bons como “Stalingrad” (2012) e medianos como “Blind Rage” (2014). Em 2017 eles surpreendem com o melhor dos últimos três lançamentos: The Rise of Chaos. O que podemos atestar aqui é que Mark Tornillo (vocais), Wolf Hoffmann e Uwe Lulis (guitarras), Peter Baltes (baixo) e Christopher Williams (bateria) estão na plena forma e dando contornos convincentes de que estão longe de interromper uma carreira de mais de quarenta anos.

Mais uma vez com a esmerada produção de Andy Sneap, The Rise of Chaos abre com a thrash “Die by the Sword”, aliás, ouso dizer que o Accept está mais thrash do que nunca! Os refrões típicos dos alemães surgem para que seja feita a justa autoria. “Hole in the Head”, com uma pegada mais hard/heavy possui interpretação perfeita de Tornillo, estupendo! Vale mencionar o solo certeiro do Hoffmann nesta música, precisão aliada à velocidade.

A faixa título, com as guitarras abusando do down picking, desfilam riffs poderosos e o refrão é de magnitude ímpar, com inúmeras vozes bradando o nome desta preciosa obra do metal. Peter Baltes produz linhas de baixo primorosas, quem já assistiu essa banda ao vivo sabe do poderio do som trovão de baixo do Accept. “Koolaid” possui início hipnotizante e pegada a la Accept antigo, leia-se “parecido com AC/DC”, se é que me entendem (risos).

As palhetadas cavalgadas de “No Regrets” delineiam o caráter thrash da fase atual do Accept e contrastam com o refrão essencialmente melódico, essa improvável mistura a credencia como a minha faixa preferida! “Analog Man” tem levada característica, cozinha pulsante e refrão marcante! O final com o sinal de fax ficou muito interessante para embasar o tema da letra.

Mais agitada, “What’s Done Is Done”, apresenta refrão imponente e uma sequência de riffs muito técnicos, com leve similaridade ao que o Iron Maiden já compôs em seu passado glorioso. A próxima faixa, “Worlds Colliding”, a mais opaca do disco, talvez pela sua pegada comercial que a deixa um pouco fora do contexto “caótico” do álbum.

Aí sim! “Carry The Weight” traz a furiosa locomotiva ao trilho novamente, uma assinatura clara do estilo do Accept neste som, novamente com refrões arrebatadores! “Don’t Carry The Weight of The World on Your Shoulders, Carry The Weight All Alone…Don’t Carry The Weight of The World on Your Shoulders, Don’t Carry That Weight, It Will Turn Your Heart to Stone…”, refrão matador! “Race to Extinction”, uma obra épica de quase seis minutos que encerra este excelente álbum com maestria absoluta!

São 45 minutos de puro metal germânico, com músicos tinindo em performances coesas, embaladas em uma qualidade sonora irrepreensível, isso sem falar da arte gráfica, a cargo de Gyula Havancsák, um primor! Que o Accept continue por muito tempo produzindo obras desta supremacia e viajando mundo afora para que o seu legado seja perpetuado para sempre! Fácil um dos melhores lançamentos de 2017!

Hail \m/

Foto: Divulgação

Sobre o Autor

Iniciado com Queen em 81, batizado com Kiss em 83 e graduado em 89 com o Metallica. Começou a tocar guitarra em 85 e três anos depois estava inserido no mundo dos músicos e shows. A paixão pela música levou-o ao Metal e nele pôde desenvolver trabalhos por diversas bandas entre elas o Genocídio, The Cellts, Mastiff entre outras. A partir de 2012 começou a escrever resenhas de shows para veículos especializados em metal, e em 2017 surge o Metal Heavy, para ampliar sua atuação no estilo musical que o acompanhou na maior parte de sua vida.

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